Está pensando em fazer um aplicativo mobile para sua marca focado apenas em vendas? Esqueça!

Aplicativo de vendas não funciona na maioria das vezes. Diversas empresas estão tentando criar aplicações mobile que são meramente e-commerces. Posso afirmar com toda a certeza que a melhor opção para você é criar um site adaptado à versão mobile, e não um aplicativo em si.

Por quê?
O mundo de hoje está extremamente rápido e avançado. É normal pessoas das mais variadas classes e idades possuírem um celular. Assim como também é natural sua mãe, talvez com mais de 60 anos, dizer que viu sua foto no “Face” ou baixou um aplicativo para incrementar as receitas em casa.

Isso tudo faz, de certa forma, com que o celular seja uma parte importante da vida de todos. Ninguém anda sem ele, ninguém dorme sem o aparelho do lado. Estudos mostram que uma pessoa olha seu celular 150 vezes ao dia, gerencia uma empresa com ele e até monitora sua casa por meio do dispositivo. O celular se tornou uma extensão de nosso cérebro que está em constante conexão com o resto do mundo.

Presente em tantas situações de nosso dia a dia, o celular acabou gerando um vínculo emocional com seus donos. A maioria das pessoas detesta que outras fiquem bisbilhotando o seu aparelho e há um motivo para isso. O celular é o objeto material mais próximo de nossa intimidade, uma espécie de confidente material.

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Seu celular sabe de tudo o que acontece na sua vida pessoal pelas conversas do Facebook, Whatsapp, posts do Instagram e seus vídeos do Snapchat. Seu celular pode dizer ao mundo se você está carente, sem dinheiro ou triste. Ele conhece bem suas vulnerabilidades.

E por que você fornece essas informações?
Esses dados estão dentro de aplicativos que, por consequência, trocam serviços por informações suas. Geram valor à sua vida.

Você envia uma mensagem no Whatsapp porque precisa de uma resposta.
Você posta uma foto no Instagram porque quer ter feedbacks sobre seu dia.
Você instala o Waze para saber como está o trânsito.

E, em troca disso, fornece informações preciosas aos aplicativos. Ou seja, para entrar no celular de uma pessoa, um aplicativo deverá dar a ela muito em troca. O dashboard de aplicações, figurativamente, tem início com a própria pessoa. É parte de quem ela é.

Se quer se tornar confidente de alguém, você vira amigo dele. Mas você incluiria um vendedor de uma loja de que gosta no seu dia a dia? Contaria seus maiores segredos a ele? Pois saiba: um aplicativo é um dos maiores confidentes de uma pessoa.

Um aplicativo exclusivo de venda não entra na vida de alguém e fica. Talvez a pessoa fará o download e instalará apenas por curiosidade, mas é quase certo que irá deletá-lo assim que tiver chance. Aquele espaço da vida dela já ocupa muito tempo e colocar um “vendedor” enviando notificações push para fazer compras é inútil. Ela vai querer mandar o vendedor embora.

Então o que devo fazer por minha marca?
O aplicativo não é responsável por fazer o gol, ele só dá o passe para que o goleador coloque a bola para dentro. Você deve criar mecanismos de geração de valor para as pessoas. Criar serviços que agreguem à vida dela e assim façam com que você se torne íntimo dela. Para isso, basta confiança. E toda confiança é quebrada a partir de uma tentativa de tirar lucro da pessoa.

Ofereça e não peça em troca.
Depois disso, você não terá dificuldade em fazer amigos e torná-los seu confidente. Exponha sua marca pela sua causa e não pelo lucro. E talvez o usuário saiba, por vontade própria, quem poderá lhe ajudar na hora da compra de um produto.

Se sua marca é ligada à causa Esporte, o seu usuário saberá a quem perguntar onde comprar o melhor tênis se você fez um aplicativo para ajudá-lo a jogar.

Se a causa da sua marca é qualidade de vida, é possível que ele saberá a quem perguntar como emagrecer.

Com isso sua marca ganhará autoridade.

Vamos dar um exemplo
A Nike criou um aplicativo para auxiliar os corredores a ter mais dados sobre suas atividades desportivas.

Se você utiliza esse app, que por sinal é muito bom, você irá melhorar sua performance de corrida.

Ou seja, veja quanto a Nike está abastecendo você de informações importantes sobre seu treino. Ela conseguiu ativar três gatilhos de venda no seu usuário: Autoridade, Confiança e Reciprocidade.

Na hora em que precisar comprar um tênis para corrida, que marca você acha que vai comprar? Em qual irá confiar? Pois é. No entanto, essa compra não será via app, mas on-line ou em loja física.

Entendeu o motivo de criar aplicações que de fato apresentem um propósito e resolvam um problema? Avalie a causa de sua empresa e pense numa ideia que seu cliente irá utilizar em seu aplicativo para auxiliá-lo em alguma dificuldade ou necessidade.

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